quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Partícula “se”

A partícula “se” exerce diversas funções na Língua Portuguesa. Por isso devemos ter alguns cuidados ao analisar a partícula SE.

a) Indeterminação do sujeito – verbo transitivo indireto, quando o verbo está na 3ª pessoa do singular + partícula SE:

(vem acompanhando um verbo transitivo indireto, um verbo intransitivo (sem sujeito claro), um verbo de ligação ou um transitivo direto, em casos de objeto direto preposicionado. Serve para indicar que o Sujeito da oração é indeterminado. A voz é ativa. Neste caso, caso seja feita a tentativa, não é possível pôr a oração na voz passiva analítica.)

- Precisa-se de empregada.
- Necessita-se de companhia.



b) Partícula apassivadora – a oração se encontra na voz passiva sintética, pois usa verbo transitivo direto e verbo na 3ª pessoa do singular ou do plural + partícula SE, deve concordar com o sujeito passivo:

(acompanha verbo transitivo direto e serve para indicar que a frase está na voz passiva sintética. Para comprovar, pode-se colocar a frase na voz passiva analítica, como está feito abaixo.)

- Vende-se laranjinha. / Vendem-se laranjinhas.
- Aluga-se casa. / Alugam-se casas.



c) Pronome reflexivo – quando a partícula reflete o sujeito:
Partícula expletiva ou partícula de realce: virá acompanhando um verbo intransitivo.
Parte integrante do verbo: o pronome faz parte de um verbo pronominal.

- Pedro questionou-se sobre sua postura.
- Joana pintou-se para o carnaval.
Exemplos literários:
“O mancebo sentou-se na rede principal…” (José de Alencar) – pronome reflexivo.
“… mas alegrava-se quando…” (José de Alencar) – índice de indeterminação do sujeito.
“… abriu-se nesse dia uma garrafa de vinho do Porto…” (Aluízio de Azevedo) – partícula apassivadora.
“… reproduziam-se os quartos e o número de moradores…” (Aluízio de Azevedo) – partícula apassivadora.
“… contentou-se com uma simples separação de leitos…” (Aluízio de Azevedo) – índice de indeterminação do sujeito.

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