Lucíola é o quinto romance de Alencar e o primeiro da trilogia que ele
denominou de "perfis de mulheres" (Lucíola, Diva e
Senhora). Situa-se entre seus romances urbanos que representam um
levantamento da nossa vida burguesa do século passado. A obra, publicada em
1862, é um romance de amor bem ao sabor do Romantismo, muito embora uma ou outra
manifestação do estilo Realista aí se faça presente. Trata-se de um romance de
"primeira pessoa", ou seja, o narrador da história é um personagem importante da
mesma, Paulo Silva. E ele a narra em cartas dirigidas a uma senhora, G. M.
(pseudônimo de Alencar), que as publica em livro com o título de Lucíola.
Fixam o Rio de Janeiro da época, com a sua fisionomia burguesa e tradicional,
com uma sociedade endinheirada que freqüentava o Teatro Lírico, passeava à tarde
na Rua do Ouvidor e à noite no Passeio Público, morava no Flamengo, em Botafogo
ou Santa Teresa e era protagonista de dramas de amor que iam do simples namoro à
paixão desvairada.
Técnica narrativa - Lucíola é um romance de primeira pessoa, ou
seja, quem narra a história não é Alencar diretamente. Ele o faz por meio de um
personagem que viveu os episódios. No caso, esse personagem narrador é Paulo,
que em cartas dirigidas a uma senhora (por quem o autor se faz passar) conta uma
história de amor acontecida há seis anos entre ele e Lúcia. A senhora reuniu as
cartas e delas fez o livro. "Eis o destino que lhes dou; quanto ao título,
não me foi difícil achar. O nome da moça, cujo perfil o senhor me desenhou com
tanto esmero, lembrou-me o nome de um inseto. "Lucíola" é o lampiro noturno que
brilha de uma luz tão viva no seio da treva e à beira dos charcos. Não será a
imagem verdadeira da mulher que no abismo da perdição conserva a pureza
d'alma?"
No capítulo I, o narrador explica a razão das cartas: "A
senhora estranhou, na última vez que estivemos juntos, a minha excessiva
indulgência pelas criaturas infelizes, que escandalizam a sociedade com a
ostentação do seu luxo e extravagâncias".
Na estrutura narrativa de
Lucíola, portanto, pode-se observar o seguinte:
1. há um autor real,
José de Alencar;
2. um autor fictício, a senhora G. M., destinatária das
cartas de Paulo.
3. Um narrador, Paulo, com a incumbência e o privilégio
de ordenar os fatos, comentá-los e tirar-lhes conclusões.
À medida que
transmite os fatos, vai fornecendo ao leitor elementos para a análise de Lúcia e
dele mesmo.No romance os fatos são apresentados sob dois pontos de vista, dois
ângulos diferentes: o de Paulo/personagem que transmite ao leitor as sensações
vividas com Lúcia e o de Paulo/narrador que, por vezes, interrompe a narrativa
fazendo reflexões ou dirigindo-se à destinatária de suas cartas.
O enredo
abrange um período de aproximadamente seis meses. Foi o que durou o namoro do par romântico. Às vezes, o autor avança a narrativa com soluções bem simples:
"Essa vida calma e tranqüila, remanso de uma existência tão agitada, durava
cerca de um mês." Em outras, retarda-a: dedicou três capítulos para a ceia
em casa de Sá (capítulos VI, VII e VIII).
texto de http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/l/luciola
e melhores e mais informações em http://www.infoescola.com/livros/luciola/
o segundo é mais confiável!!
bons estudos galera!
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