quinta-feira, 29 de março de 2012

Medida Nova- Camões


As formas e os temas da lírica clássicaTeve influência da escola renascentista italiana em que Camões compõe a forma mais perfeita de sua lírica. Com os decassílabos e com as formas fixas do Classicismo que ele aprende o alto equilíbrio entre a disciplina, o virtuosismo formal e a reflexão sobre o sentido do amor e da vida. Tudo o que Camões pensa, ele diz, é um poeta-filósofo, mostra o que sente principalmente em relação ao que havia sofrido por causa de suas desavenças amorosas.

O Soneto Contém 14 versos que são dispostos em 4 estrofes; 2 quartetos e 2 tercetos. Existe outro tipo de soneto que é o petrarquiano que contém rimas no sistema ABBA, ABBA, nos quartetos (rimas interpoladas ou opostas), e CDC, DCD nos tercetos (rimas intercaladas ou alternadas), mas o mais comum nos tercetos são três rimas alternadas no esquema CDE, CDE, lembrando que esse soneto é composto por decassílabos, onde o último verso, deve fechar a composição de modo que sintetize o desenvolvimento do soneto, onde esse verso é chamado de chave de ouro.






QUARTETOS 1. Amor é um fogo que arde sem se ver,
2. É ferida que dói e não se sente;
3. É um contentamento descontente;
4. É dor que desatina sem doer.

5. É um não querer mais que bem querer;
6. É um andar solitário entre a gente;
7. É nunca contentar-se de contente;
8. É um cuidar que ganha em se perder.

TERCETOS

9. É querer estar preso por vontade;
10. É servir a quem vence, o vencedor;
11. É ter com quem nos mata lealdade.

12. Mas como causar pode seu favor
13. Nos corações humanos amizade,
14. Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


O neoplatonismo

A “reminiscência” amorosa – A saudade metafísica – O real e o ideal – O tempo e a eternidade.


A poesia de Camões é influenciada pelas várias filosofias de Platão e passou pelo cristianismo na Idade Média por Santo Agostinho, sendo um poeta-filósofo. Existem três aspectos de teoria platônica em projeção na lírica camoniana, vejamos:

1. A preexistência da alma
Platão diz que as almas são criadas pelo Demiurgo (nome dado ao criador do homem), diz que cada um foi colocada em sua “estrela” por isso conhecem as verdades eternas, a beleza absoluta, os arquétipos de todas as coisas. O criador do homem da todas as almas humanas aos deuses da Terra e dos Planetas que os cobre com um corpo, que guardam a “saudade” da contemplação da Verdade e da Beleza absolutas.

2. A reminiscência

A doutrina platônica diz que os sentidos não são causa, e sim uma ocasião do conhecimento. Diz que o objetivo dos sentidos é tornar os conhecimentos conscientes na alma, ou seja, os conhecimentos que foram absorvidos na estrela e esquecidos na encarnação.
Platão disse que tudo o que é insensível no mundo é uma cópia imperfeita de outro mundo que “vivíamos” antes de nascermos e que as coisas sensíveis são somente imagens da idéia e mais nada.

3. Do sensível à Idéia

Platão diz que as idéias são imagens imperfeitas da realidade que não muda e que a sensibilidade são meras sombras. Diz que a realidade é sem forma e sem cor que não pode ser tocada, e é também aquela que é contemplada pela inteligência e constitui a luz da alma.

O paradoxo do amor – O amar e o querer
A mulher era vista como um ser sobrenatural, angelical que supre a alma e ajuda seus companheiros. Ex.: Laura que depois de morrer conduziu Petrarca às alturas. Muitas vezes ele faz uma união e um conflito entre o desejo carnal e o desejo ideal do amor desinteressado. Então o poeta pergunta em um soneto: “se o amor é algo, ou melhor, um feito da lama, como pode o amado querer ver corporalmente sua amada?”. Em Os Lusíadas na “Ilha dos Amores” e na écloga “As doces cantinelas que cantavam” que mostravam que a sexualidade era a principal força criadora da natureza. Camões faz com que o amor humano seja divino e praticado e que seja realizado.



Links:

http://www.culturabrasil.org/arenascenca.htm

http://www.colegioweb.com.br/literatura/camoes-lirico--a-lirica-classica--a-medida-nova.html

http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/portugues/literatura_portuguesa/autores/lit_port_poesia_lirica


 


O livro, ainda não encontrei.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Critérios de classificação das palavras seguindo contextos


critério semântico:
  • refere-se a processos (verbos)
  • nomeia (substantivos)
  • modifica normalmente o nome, especificando, caracterizando, descrevendo (adjetivos)
  •  modifica normalmente a ação (advérbios de intensidade, tempo, circustância, modo, lugar, negação, dúvida, afirmação, exclusão, inclusão, ordem, designação , interrogação e etc)
  • palavras que fazem ligação dando ideia de causa, tempo, lugar.
critério formal (morfológico):
  • flexão de gênero
  • flexão de número
  • derivação (todos os processos)
  • categoria de grau
critério sintático:
  • caso a palavra possa ser núcleo do sujeito
  • palavra servindo de ligação
  • subordina
  • coordena
  • e todas as outras interações sintáticas entre as palavras.
http://www.infoescola.com/portugues/adverbios/

http://www.gramaticaonline.com.br/texto/837/Adjetivos

http://www.brasilescola.com/ingles/links.htm

aula do Alexandre, mais uns links a respeito de conhecimentos necessários para a aula.

Analise de Memórias de um Sargento de Milícias

O romance de Manuel Antônio de Almeida, escrito no período do romantismo,
retrata a vida do Rio de Janeiro no início do século XIX e desenvolve pela primeira
vez na literatura nacional a figura do malandro


Memórias de um Sargento de Milícias surgiu como um romance de folhetim, ou seja,
em capítulos, publicados semanalmente no jornal Correio Mercantil, do Rio de Janeiro,
entre junho de 1852 e julho de 1853. Os folhetins não indicavam quem era o autor.
A história saiu em livro em 1854 (primeiro volume) e 1855 (segundo volume), com
autoria creditada a “Um Brasileiro”. O nome de Manuel Antônio de Almeida aparecerá
apenas na terceira edição, já póstuma, em 1863.

ENREDO:

Por ser originariamente um folhetim, publicado semanalmente, o enredo necessitava
prender a atenção do leitor, com capítulos curtos e até certo ponto independentes, em
geral contendo um episódio completo. A trama, por isso, é complexa, formada de
histórias que se sucedem e nem sempre se relacionam por causa e efeito.
“Filho de uma pisadela e de um beliscão” (referência à maneira como seus pais
flertaram, ao se conhecer no navio que os conduz de Portugal ao Brasil), o pequeno
Leonardo é uma criança intratável, que parece prever as dificuldades que irá enfrentar.
E não são poucas: abandonado pela mãe, que foge para Portugal com um capitão de
navio, é igualmente abandonado pelo pai, mas encontra no padrinho seu protetor. Esse é
dono de uma barbearia e tem guardada boa soma em dinheiro.
A origem pouco digna desse capital – o barbeiro desviou a herança que um capitão
moribundo deixara à sobrinha – só será revelada posteriormente. A fórmula “arranjei-
me” sintetiza, no romance, a explicação dada pelo barbeiro para a posse do dinheiro.
O autor acaba por dizer que muitos “arranjei-me”, equivalentes ao atual “jeitinho
brasileiro”, se explicam assim, e estende essa representação de sua história a toda a
sociedade da época.
As aventuras e desventuras de Leonardo, que o autor faz desfilar diante dos leitores com
dinamismo, conduzem o protagonista a apuros dos quais ele sempre se salva, graças
a seus protetores. Leonardo é um personagem fixo no romance, suas características
básicas não mudam.

TEMPO:
A história se passa no começo do século XIX, ocasião em que a família real portuguesa
se refugiou no Brasil. Por isso, o romance tem início com a expressão “Era no tempo do
rei”, referindo-se ao rei português dom João VI. Essa fórmula também faz referência –
e isso é mais relevante para entender a estrutura do romance – aos inícios dos contos de
fada: “Era uma vez...”

NARRADOR:
Apesar do título de “memórias”, o romance não é narrado pelo personagem Leonardo, e
sim por um narrador onisciente em terceira pessoa, que tece comentários e digressões no
desenrolar dos acontecimentos. O termo “memórias” refere-se à evocação de um tempo
passado, reconstruído por meio das histórias por que passa o personagem Leonardo.

ORDEM E DESORDEM:
Duas forças de tensão movem os personagens do romance: ordem e desordem, que se
revelarão características profundas da sociedade colonial de então.
A figura do major Vidigal representa o polo que, na história, cuida da ordem: “O major
Vidigal era o rei absoluto, o árbitro supremo de tudo que dizia respeito a esse ramo de
administração; era o juiz que dava e distribuía penas e, ao mesmo tempo, o guarda que
dava caça aos criminosos; nas causas da sua justiça não havia testemunhas, nem provas,
nem razões, nem processos; ele resumia tudo em si (...)”.
A estabilidade social representa a ordem, enquanto a instabilidade se refere à desordem.
Dessa forma, o barbeiro, completamente adequado à sociedade, ao revelar as origens
pouco recomendáveis de sua estabilidade financeira, evoca no seu passado a desordem.
Personagens como o major Vidigal, a comadre, dona Maria e o compadre pertencem ao
lado da ordem. Mas os personagens desse polo nada têm de retidão, apenas estão em
uma situação social mais estável.
O polo da desordem é formado pelo malandro Teotônio, o sacristão da Sé e Vidinha.
A acomodação dos personagens, tanto na ordem como na desordem, está sujeita a uma
mudança repentina de polo, ou seja, não existe quem esteja totalmente situado no campo
da ordem nem no da desordem. Não há, portanto, uma caracterização maniqueísta dos
tipos apresentados.
O major Vidigal, por exemplo, um típico mantenedor da ordem, transgride o código
moral ao libertar e promover Leonardo em troca dos favores amorosos de Maria
Regalada.


Mais informações nos links a seguir:

http://www.algosobre.com.br/resumos-literarios/memorias-de-um-sargento-de-milicias.html

http://guiadoestudante.abril.com.br/estude/literatura/materia_413967.shtml

http://www.infoescola.com/livros/memorias-de-um-sargento-de-milicias/


Bom, o trabalho já passou, mas serve para estudos para a prova!
Grande abraço, qualquer coisa só me procurar!

sábado, 24 de março de 2012

Uma breve explicação sobre Narrativa e Narração

História e narrativa dizem respeito ao texto pronto, referem-se ao narrador (tempo cronólogico que situam os acontecimentos ocorridos, ritmo linear) ;
narração( Tempo da perspectiva do olhar do narrador, que pode seguir diferentes ordens a depender das próprias percepções dos fatos, ritmo circular) e leitura são processuais, referem-se à produção e à recepção do
texto . Por isso, prefere-se aqui uma divisão binária: tempo da narrativa se
refere ao enunciado, e tempo da narração, à enunciação. O tempo da leitura (enfoque nos procedimentos que constituem a perspectiva adotada)é visto como algo diverso da enunciação, pois se, no texto oral, a recepção é
concomitante à enunciação, isso não ocorre no texto escrito. Tal acepção de
termos basta para o que se pretende demonstrar.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Análise sobre Lucíola- José de Alencar

Lucíola é o quinto romance de Alencar e o primeiro da trilogia que ele denominou de "perfis de mulheres" (Lucíola, Diva e Senhora). Situa-se entre seus romances urbanos que representam um levantamento da nossa vida burguesa do século passado. A obra, publicada em 1862, é um romance de amor bem ao sabor do Romantismo, muito embora uma ou outra manifestação do estilo Realista aí se faça presente. Trata-se de um romance de "primeira pessoa", ou seja, o narrador da história é um personagem importante da mesma, Paulo Silva. E ele a narra em cartas dirigidas a uma senhora, G. M. (pseudônimo de Alencar), que as publica em livro com o título de Lucíola. Fixam o Rio de Janeiro da época, com a sua fisionomia burguesa e tradicional, com uma sociedade endinheirada que freqüentava o Teatro Lírico, passeava à tarde na Rua do Ouvidor e à noite no Passeio Público, morava no Flamengo, em Botafogo ou Santa Teresa e era protagonista de dramas de amor que iam do simples namoro à paixão desvairada.
Técnica narrativa - Lucíola é um romance de primeira pessoa, ou seja, quem narra a história não é Alencar diretamente. Ele o faz por meio de um personagem que viveu os episódios. No caso, esse personagem narrador é Paulo, que em cartas dirigidas a uma senhora (por quem o autor se faz passar) conta uma história de amor acontecida há seis anos entre ele e Lúcia. A senhora reuniu as cartas e delas fez o livro. "Eis o destino que lhes dou; quanto ao título, não me foi difícil achar. O nome da moça, cujo perfil o senhor me desenhou com tanto esmero, lembrou-me o nome de um inseto. "Lucíola" é o lampiro noturno que brilha de uma luz tão viva no seio da treva e à beira dos charcos. Não será a imagem verdadeira da mulher que no abismo da perdição conserva a pureza d'alma?"

No capítulo I, o narrador explica a razão das cartas: "A senhora estranhou, na última vez que estivemos juntos, a minha excessiva indulgência pelas criaturas infelizes, que escandalizam a sociedade com a ostentação do seu luxo e extravagâncias".

Na estrutura narrativa de Lucíola, portanto, pode-se observar o seguinte:

1. há um autor real, José de Alencar;

2. um autor fictício, a senhora G. M., destinatária das cartas de Paulo.

3. Um narrador, Paulo, com a incumbência e o privilégio de ordenar os fatos, comentá-los e tirar-lhes conclusões.

À medida que transmite os fatos, vai fornecendo ao leitor elementos para a análise de Lúcia e dele mesmo.No romance os fatos são apresentados sob dois pontos de vista, dois ângulos diferentes: o de Paulo/personagem que transmite ao leitor as sensações vividas com Lúcia e o de Paulo/narrador que, por vezes, interrompe a narrativa fazendo reflexões ou dirigindo-se à destinatária de suas cartas.
O enredo abrange um período de aproximadamente seis meses. Foi o que durou o namoro do par romântico. Às vezes, o autor avança a narrativa com soluções bem simples: "Essa vida calma e tranqüila, remanso de uma existência tão agitada, durava cerca de um mês." Em outras, retarda-a: dedicou três capítulos para a ceia em casa de Sá (capítulos VI, VII e VIII).


texto de http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/l/luciola

e melhores e mais informações em http://www.infoescola.com/livros/luciola/

o segundo é mais confiável!!

bons estudos galera!

Inglês

http://www.wespeak.com/

fica a dica para quem quer estudar inglês!!

terça-feira, 13 de março de 2012

Phrasal verbs (aula da Roberta)

Aqui vão as expressões e algum vocabulário para estudo para a aula da Roberta de inglês:

Expressões:

for quite a while: a bastante tempo, por um longo tempo.
to freak out: estado de torpor; ficar dopado; perder o controle.
to figure out: descobrir; encontrar.
to chill out: acalmar-se, controlar-se
to go out: sair 
to catch up: alcançar
a couple: dois, dupla, casal
to drifted apart: afastar-se; separar-se
to get along: combinar, acordar, ter em comum
to brings me out the best: desperta em mim o melhor; faz sobressair o meu melhor, me põe para cima
to run into: esbarrar
to cheer up: animar
to hang on to: ter apego, pendurar-se em
to stand up: levantar-se
rough: dificuldades
to open up: abrir
to ask for: pedir
to turn down: desapontamento, recusar
hard-driving: pessoa de difícil convivencia
to hold a grudge: guardar mágoa, guardar rancor
to straighten out: endireitar, esclarecer, por em pratos limpos
to move on: continuar, prosseguir, seguir em frente
to stick up fo: ater-se para, ajudar, prestar a atenção em
stressed out: estressado, nervoso, enraivecido
sound like: isso parece, talvez isso seja, a ideia é....
to come along: vir junto, pegar carona, ir dar uma volta junto
to come up: chegar, estar perto (em questão de tempo)
to look up to: admirar
to suppose to dress up: ter que vestir, estar vestido para a ocasião
No doubt about it: nenhuma dúvida a esse repeito, sem dúvida alguma
to get messed up: ficar confuso
to judge: julgar
to fit in: encaixar-se adaptar-se
just for: só por, apenar por
to keep me an eye out: manter de olhos abertos, manter um olho lá fora, estar antenado
that's the deal: Esse é o acordo


GRAMMAR:

Quando utilizar os verbos: enjoy, avoid e mindo. O próximo verbo deverá vir no gerúndio. Como na frase
I enjoy making new friends

Quando utilizar os verbos: Like, hate ou love. O verbo após esses verbos poderão aparecer no gerúndio ou no infinitivo. como na frase:

I love eat rice and beans / I love eating rice and beans

quinta-feira, 8 de março de 2012

História da língua portuguesa

O período pré-românico:
Os linguistas têm hoje boas razões para sustentar que um grande número de línguas da Europa e da Ásia provêm de uma mesma língua de origem, designada pelo termo indo-europeu. Com exceção do basco, todas as línguas oficiais dos países da europa ocidental pertencem a quatro ramos da família indo-européia: o helênico (grego), o românico (português, italiano, francês, castelhano, etc.), o germânico (inglês, alemão) e o céltico (irlandês, gaélico). Um quinto ramo, o eslavo, engloba diversas línguas atuais da Europa Oriental.

Por volta do II milênio a.C., o grande movimento migratório de leste para oeste dos povos que falavam línguas da família indo-européia terminou. Eles atingiram seu habitat quase definitivo, passando a ter contato permanente com povos de origens diversas, que falavam línguas não indo-européias. Um grupo importante, os celtas, instalou-se na Europa Central, na região correspondente às atuais Boêmia (República Tcheca) e Baviera (Alemanha).
Os celtas estavam situados de início no centro da Europa, mas entre o II e o I milênios a.C. foram ocupando várias outras regiões, até ocupar, no século III a.C., mais da metade do continente europeu. Os celtas são conhecidos, segundo as zonas que ocuparam, por diferentes denominações: celtíberos na Península Ibérica, gauleses na França, bretões na Grã-Bretanha, gálatas no centro da Turquia, etc.

O período de expansão celta veio entretanto a sofrer uma reviravolta e, devido à pressão exterior, principalmente romana, o espaço ocupado por este povo encolheu. As línguas célticas, empurradas ao longo dos séculos até as extremidades ocidentais da Europa, subsistem ainda em regiões da Irlanda (o irlandês é inclusive uma das línguas oficiais do país), da Grã-Bretanha e da Bretanha francesa. Surpreendentemente, nenhuma língua céltica subsistiu na Península Ibérica, onde a implantação dos celtas ocorreu em tempos muito remotos (I milênio a.C.) e cuja língua se manteve na Galiza (região ao norte de Portugal, atualmente parte da Espanha) até o século VII d.C.

O período românico


Embora a Península Ibérica fosse habitada desde muito antes da ocupação romana, pouquíssimos traços das línguas faladas por estes povos persistem no português moderno.

A língua portuguesa, que tem como origem a modalidade falada do latim, desenvolveu-se na costa oeste da Península Ibérica (atuais Portugal e região da Galiza, ou Galícia) incluída na província romana da Lusitânia. A partir de 218 a.C., com a invasão romana da península, e até o século IX, a língua falada na região é o romance, uma variante do latim que constitui um estágio intermediário entre o latim vulgar e as línguas latinas modernas (português, castelhano, francês, etc.).

Durante o período de 409 d.C. a 711, povos de origem germânica instalam-se na Península Ibérica. O efeito dessas migrações na língua falada pela população não é uniforme, iniciando um processo de diferenciação regional. O rompimento definitivo da uniformidade linguística da península irá ocorrer mais tarde, levando à formação de línguas bem diferenciadas. Algumas influências dessa época persistem no vocabulário do português moderno em termos como roubar, guerrear e branco

A partir de 711, com a invasão moura da Península Ibérica, o árabe é adotado como língua oficial nas regiões conquistadas, mas a população continua a falar o romance. Algumas contribuições dessa época ao vocabulário português atual são arroz, alface, alicate e refém.

No período que vai do século IX (surgimento dos primeiros documentos latino-portugueses) ao XI, considerado uma época de transição, alguns termos portugueses aparecem nos textos em latim, mas o português (ou mais precisamente o seu antecessor, o galego-português) é essencialmente apenas falado na Lusitânia.

O galego-português

No século XI, à medida que os antigos domínios foram sendo recuperados pelos cristãos, os árabes são expulsos para o sul da península, onde surgem os dialetos moçárabes, a partir do contato do árabe com o latim.

Com o início da reconquista cristã da Península Ibérica, o galego-português consolida-se como língua falada e escrita da Lusitânia. Em galego-português são escritos os primeiros documentos oficiais e textos literários não latinos da região, como os cancioneiros (coletâneas de poemas medievais):
  • Cancioneiro da Ajuda - Copiado (na época ainda não havia imprensa) em Portugal em fins do século XIII ou princípios do século XIV. Encontra-se na Biblioteca da Ajuda, em Lisboa. Das suas 310 cantigas, quase todas são de amor.
  • Cancioneiro da Vaticana - Trata-se do códice 4.803 da biblioteca Vaticana, copiado na Itália em fins do século XV ou princípios do século XVI. Entre as suas 1.205 cantigas, há composições de todos os gêneros.
  • Cancioneiro Colocci-Brancutti - Copiado na Itália em fins do século XV ou princípios do século XVI. Descoberto em 1878 na biblioteca do conde Paulo Brancutti do Cagli, em Ancona, foi adquirido pela Biblioteca Nacional de Lisboa, onde se encontra desde 1924. Entre as suas 1.664 cantigas, há composições de todos os gêneros.
O português arcaico

À medida em que os cristãos avançam para o sul, os dialetos do norte interagem com os dialetos moçárabes do sul, começando o processo de diferenciação do português em relação ao galego-português. A separação entre o galego e o português se iniciará com a independência de Portugal (1185) e se consolidará com a expulsão dos mouros em 1249 e com a derrota em 1385 dos castelhanos que tentaram anexar o país. No século XIV surge a prosa literária em português, com a Crónica Geral de Espanha (1344) e o Livro de Linhagens, de dom Pedro, conde de Barcelos.

Entre os séculos XIV e XVI, com a construção do império português de ultramar, a língua portuguesa faz-se presente em várias regiões da Ásia, África e América, sofrendo influências locais (presentes na língua atual em termos como jangada, de origem malaia, e chá, de origem chinesa). Com o Renascimento, aumenta o número de italianismos e palavras eruditas de derivação grega, tornando o português mais complexo e maleável. O fim desse período de consolidação da língua (ou de utilização do português arcaico) é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516.

O português moderno


No século XVI, com o aparecimento das primeiras gramáticas que definem a morfologia e a sintaxe, a língua entra na sua fase moderna: em Os Lusíadas, de Luis de Camões (1572), o português já é, tanto na estrutura da frase quanto na morfologia, muito próximo do atual. A partir daí, a língua terá mudanças menores: na fase em que Portugal foi governado pelo trono espanhol (1580-1640), o português incorpora palavras castelhanas (como bobo e granizo); e a influência francesa no século XVIII (sentida principalmente em Portugal) faz o português da metrópole afastar-se do falado nas colônias.

Nos séculos XIX e XX o vocabulário português recebe novas contribuições: surgem termos de origem grecolatina para designar os avanços tecnológicos da época (como automóvel e televisão) e termos técnicos em inglês em ramos como as ciências médicas e a informática (por exemplo, check-up e software). O volume de novos termos estimula a criação de uma comissão composta por representantes dos países de língua portuguesa, em 1990, para uniformizar o vocabulário técnico e evitar o agravamento do fenômeno de introdução de termos diferentes para os mesmos objetos.


texto retirado do link:
http://linguaportuguesa.ufrn.br/pt_2.php

quarta-feira, 7 de março de 2012

Somewhere over the rainbow

Achei linda essa versão!




Lyrics

Somewhere over the rainbow, way up high
There's a land that I've heard of
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow, skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimny tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow, blue birds fly
Birds fly over the rainbow
Why, then, oh why can't I?

If happy little blue birds fly
Beyond the rainbow
Why oh why, can't I?

segunda-feira, 5 de março de 2012

Dicas de livros

  1. Carnavais, malandros e heróis - Roberto da Matta
  2. O sofrimento do jovem wherter - Johann Wolgang Goethe
  3. Nada de novo no front - Erich Maria Remarque (de aventuras)
  4. Noite na Taverna - Álvares de Azevedo (gótico)
  5. Inocência - Visconde de Taunay (regionalismo)
  6. Vidas secas - Graciliano Ramos(regionalismo)
  7. Assassinato na rua morgue - Edgar Allan Poe (policial)
  8. Ao vencedor as batatas - Roberto Schwarz (sobre Machado de Assis)
  9. Um mestre na periferia do capitalismo - Roberto Schwarz (sobre Machado de Assis)
Por enquanto é só.

Aula do Fábio

Segue os a explicação do Fábio acerca dos tópicos tratados em aula, bom para quem faltou ou esqueceu de anotar alguma coisa.

Os modos do romance
  • de ação - Aquele que propõe um problema ao leitor, também chamado de romance espetáculo;
  • de personagem - caracteriza-se pela existência de uma única personagem central, que o autor "desenha" e estuda demoradamente. Nos remete a memória, imaginação ou personalidade de uma pessoa ficticia ou não;
  • de espaço - caraceriza-se pela estética do espaço social desenhado no contexto geográfico.

Tipologia do romance

  • de cavalaria - de grande sucesso em Portugal, narram proezas praticadas por cavaleiros medievais sempre em defesa dos fracos. São famintos por justiça;
  • picaresco - origina-se na Espanha, com a publicação de "Lazarillo de Tormes", de 1554. A expressão "pícaro" refere-se " àqueles que vivem de astúcias e trapaças" e, nesse sentido, deu origem a um dos sentidos da palavra "picareta", muito usada ainda hoje. O pícaro ou picareta se vale desses expedientes para garantir sua sobrevivência e tem, com toda certeza, uma visão cínica da realidade que o cerca;
  • de aventuras - tem o objetivo de contar aventuras de cunho fictício, o herói é arrancado de sua vida cotidiana e se vê obrigado a confrontar circunstâncias extraordinárias, de grande perigo. Ele resolve todos os problemas usando características que não imaginava possuir. Não há preocupação com verossimilhança.
  • sentimental - visto como um conto de fadas para adultos, visto também como construção de identidade (principalmente feminina).
  • gótico - dá importância conferida a ambientes oníricos e carregados de tensão psicológica,  o personagem é visto como um anti-herói, que busca no sobrenatural as resoluções necessárias para os empasses e um sentido para a sua existência. Influências européias nos romances góticos brasileiros.
  • policial - há presença de um processo: um crime, indagações, pesquisas, inquirições de testemunhas e, finalmente, descoberta do criminoso. O enredo é construído acerca de uma certeza, a de que nenhum crime é perfeito, todos são passíveis de solução;
  • rural (regionalista) - formula uma literatura patriota, nacionalista. De belezas naturais. X urbano (ou de costumes) o qual o enredo diz respeito a acontecimentos na cidade.

domingo, 4 de março de 2012

Música: entenda porque a disciplina se tornou obrigatória na escola


O ano de 2012 é data limite para que todas as escolas públicas e privadas do Brasil incluam o ensino de música em suas grades curriculares. A exigência surgiu com a lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, que determina que a música deve ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica. "O objetivo não é formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos", diz a professora Clélia Craveiro, conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação).

Nas escolas, a música não deve ser necessariamente uma disciplina exclusiva. Ela pode integrar o ensino de arte, por exemplo, como explica Clélia Craveiro: "Antigamente, música era uma disciplina. Hoje não. Ela é apenas uma das linguagens da disciplina chamada artes, que pode englobar ainda artes plásticas e cênicas. A ideia é trabalhar com uma equipe multidisciplinar e, nela, ter entre os profissionais o professor de música. Cada escola tem autonomia para decidir como incluir esse conteúdo de acordo com seu projeto político-pedagógico". Apesar de ser uma boa iniciativa, o trabalho com equipes multidisciplinares para o ensino de música não tem acontecido de forma satisfatória nas instituições de ensino. "De qualquer maneira, trabalhar de forma interdisciplinar ou multidisciplinar em escolas de educação básica é uma tarefa complicada", afirma Clélia.

É necessário prestar atenção se o seu filho está tendo aulas de música com uma equipe adequada ou mesmo se esse tipo de aula está sendo oferecida na escola dele, como diz a lei. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases de 1996, só estão autorizados a lecionar na educação básica os professores com formação em nível superior, ou seja, profissionais que tenham cursado a licenciatura em Universidades e Institutos Superiores de Educação na área em que irão atuar. No entanto, há uma enorme carência de profissionais com formação superior em Música capacitados para lecionar. 

Entenda mais detalhes dessa lei para que você possa compreender e exigir a aplicação dela na escola do seu filho.


texto: Cynthia Costa, Juliana Bernardino e Mariana Queen
mais informações: http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/musica-escolas-432857.shtml