segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fernando Pessoa

“O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente/ que chega a fingir que é dor. / A dor que deveras sente.” Estes são os primeiros versos do poema Autopsicografia de Fernando Pessoa.

Fernando Pessoa nasceu em 13 de junho de 1888, fica órfão de pai aos 5 anos de idade, em 1896 muda-se para Durban, África do Sul, levado pela mãe e padastro. Durante os estudos secundário recebe forte influência da literatura inglesa e se apaixona pela arte das letras.
Em contato com a língua portuguesa torna-se um admirador do Padre Antonio Vieira e de Cesário Verde. Fernando Pessoa trabalhou como tradutor de cartas comerciais desde 1908, trabalho no qual se sustentou a vida inteira, sem nunca ter alcançado grande fama em vida como poeta.
Alberto Caeiro, Álvaro Campos e Ricardo Reis foram pseudônimos usados pelo poeta em suas obras poéticas. Assinou o nome Alberto Caeiro no livro “O Guardador de Rebanhos”.
Em vida, as obras “Os poemas em Inglês” e “Mensagens” foram os únicos publicados em seu próprio nome. O livro “Mensagem” foi publicado com dinheiro emprestado, em 1934, obra que o levou a receber o prêmio na categoria B de “Antero de Quental”. Sendo o único livro publicado em língua portuguesa pelo autor.
Vinte anos antes, em 1915, havia fundado em parceria com Mário de Sá Carneiro, Almada Negreiros e Luís de Montalvor, a revista Orpheu, que nesta fase lhe rendeu certa notoriedade e é considerada o marco inicial do Modernismo em Portugal.
Os pseudônimos de Fernando Pessoa são considerados heterônimos, ou seja, uma espécie de “pseudônimo-personagem” com opinião e personalidade própria. Fernando Pessoa morreu no dia 30 de novembro de 1935, após uma cirrose hepática.

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